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Archive for the ‘Rural’ Category

Olga colhendo flores na primavera

A responsável por colorir a paisagem, num pequeno recanto do bairro Campo Novo, é a produtora rural Olga Mielniczuk de Moura.  A paixão pelas flores foi o principal incentivo que a levou a cultivar um jardim multicolorido em apenas um hectare de terras, para produção comercial.

O incentivo veio da família, o pai era agricultor, com o qual aprendeu que não podia usar venenos, pois faz mal, e a mãe lhe ensinou os primeiros passos da técnica.  Boa parte do conhecimento que tem hoje, adquiriu por conta própria, lendo, pesquisando, trocando mudas e sementes  e aprendendo com a prática. Aos 78 anos de idade, continua trabalhando no que mais gosta, plantando, capinando, semeando, colhendo e criando arranjos. “Gosto de trabalhar  na terra,  pois me dá ânimo para viver”.

Comercialização – Toda a sua produção é vendida nas feiras agroecológicas da cidade. A produtora afirma que raramente sobram flores da feira, se tivesse mais, venderia tudo, pois têm muitos clientes. Na propriedade, é possível encontrar  flores o ano todo. Mas o auge da produção é entre outubro e dezembro, quando chega a colher mais de 150 buquês por semana.  A época em que mais vende flores é em maio, devido ao dia das mães.

Olga conta com a ajuda da filha Regina na hora da comercialização, ela é quem leva os baldes com os buquês para as feiras e dá assistência na produção, quando necessário.  Além desse mercado certo, Olga também atende encomendas de arranjos para casamentos e festas, e vende muitas flores sem sair de casa. “Tem gente que vem de longe para comprar as minhas flores. As pessoas gostam de flores orgânicas”.

Atenção especial – A produtora explica que por não usar produtos químicos ou venenos, as flores exigem mais cuidados. No seu cultivo, usa apenas esterco e fertilizantes naturais e faz as suas próprias mudas e sementes. Na propriedade, se observa um mosaico de plantas, pois o plantio de flores é realizado em meio a uma produção diversificada de verduras, legumes e frutíferas que produz para o próprio consumo e para os familiares que moram perto.

Crisântemos, zínias, sempre-vivas, palmas, dálias, cosmos, tagetes, estatices, girassóis, perpétuas, gérberas e outras diversas espécies florais, fazem parte da vida de Olga há 30 anos. A tranquila e simpática produtora  afirma que, enquanto puder,  vai se dedicar  à produção de flores por muito tempo ainda.  “A minha vida é a flor”.

por simone moro – simoneprisma@gmail.com

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Porto Alegre é a segunda capital brasileira com maior verde, onde 30%, dos seus 475 Km² de território, ainda é área rururbana. Nessa região são desenvolvidas atividades agrícolas em escala comercial, com significativa produção de alimentos.  A atividade primária conta com basicamente três tipos de estabelecimentos rurais: produção para o comércio, moradia e/ou subsistência e sítios de lazer.  Assim destacam-se algumas atividades agrícolas de importância econômica para cidade.

Olericultura: Em torno de 90 famílias cultivam hortaliças e frutas, sendo que os principais produtos são as folhosas, como alface, rúcula, couve e temperinho verde.

Agroecologia: Há um direcionamento para a produção orgânica de alimentos, sem uso de agroquímicos. Existem atualmente oito associações de produtores agroecológicos, envolvendo cerca de 40 famílias, que estão passando por um processo de certificação de seus produtos.

Floricultura: Aproximadamente 30 famílias realizam o cultivo de flores, folhagens e grama. Destacam-se na zona sul a produção de orquídeas, bromélias e suculentas, onde existem produtores com 40.000 plantas.

Suinocultura: A criação de suínos envolve 25 produtores. Em parceria com o DMLU, recebem resíduos dos restaurantes para a alimentação dos animais.  Através desse programa, evita-se que em torno de 50 toneladas de resíduos sejam destinados aos aterros sanitários todos os dias.

Bovinocultura de leite: Cerca de 20 famílias estão envolvidas na criação de gado para exploração leiteira, onde são produzidos 2.500 litros por dia. Considerada uma das mais antigas explorações que fazia parte da bacia leiteira, nas décadas de 60 e 70,  juntamente com Viamão e Gravataí.

Gado de corte: O número de bovinos na zona rural da cidade é estimado em 7mil animais. Com o Projeto de Sanidade Animal em andamento, se terá um mapeamento dessa realidade.

Pesca artesanal e piscicultura: Cerca de 200 famílias das Ilhas do Delta do Jacuí e bairros Belém Novo e Lami realizam pesca artesanal. No extremo sul, 60 famílias organizadas através da Associação dos Piscicultores e Pescadores do Extremo Sul  – APPESUL, escoam parte da sua produção de peixe na época da Páscoa. Mas a grande parte do pescado é transformada em bolinhos, agregando valor ao produto.

Equinos: A maior concentração de equinos do Estado está em Porto Alegre. O número de animais passa de 15 mil. A grande parte fica nas diversas hospedarias da zona sul, ou são utilizados para trabalhos de campo, lazer,  transporte, cavalgadas de final de semana e atividades em piquetes e CTGs.

Para complementar a cultura rural de Porto Alegre, existem diversas festas e rodeios realizados durante todo o ano, cultuando as tradições e mostrando o que há de melhor da produção primária da cidade.

Fonte: Emater/Smic/Sindicato Rural

por simone moro – simoneprisma@gmail.com

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Está em andamento a regulamentação da produção orgânica no país de acordo com as leis implantadas pelo Governo Federal. Assim a certificação está sendo uma exigência para atestar que determinada propriedade está em conformidade com a Lei Orgânica e as Instruções Normativas de Produção Animal e Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), garantindo que os alimentos produzidos e comercializados são realmente orgânicos.

Garantia da qualidade orgânica é realizada de três maneiras

O representante do MAPA, engenheiro agrônomo, José Cleber Dias de Souza, esclarece que o produtor orgânico, sozinho ou em grupo, para comercializar em pontos de vendas, como mercados, lojas e restaurantes, precisa ter o selo de certificação fornecido, ou por uma Certificadora (empresas) credenciada no Ministério da Agricultura, ou por uma OPAC – Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade, também credenciada no MAPA, que assume o controle e a fiscalização das atividades orgânicas desenvolvidas num Sistema Participativo de Garantia (SPG), constituído por consumidores, técnicos, produtores e organizações sociais.

No caso do agricultor familiar que apenas realiza a venda direta ao consumidor, a lei não exige o selo. Porém, para provar que seus produtos são orgânicos, precisam estar vinculados a uma Organização de Controle Social – OCS, cadastrada no Ministério da Agricultura. O credenciamento, que teve o prazo prorrogado, deverá ser realizado até o final de 2010.

Definindo as diretrizes do grupo

Uma OCS pode ser uma associação, cooperativa ou consórcio, capaz de zelar pelo cumprimento dos regulamentos da produção orgânica. “Numa OCS é importante a coesão, confiança mútua e cooperação entre os participantes,” salientou José Cleber.

Em Porto Alegre, o escritório municipal da Emater/RS-Ascar, está orientando esse processo junto aos grupos de agricultores orgânicos que já assiste há anos –  Apel, Herdeiros, Pró-Lami, Portal Mãe Terra, Apressul, Essência da Terra, entre outros produtores. “Estamos no processo de criação de uma OCS. Através de diversas reuniões com os produtores, estamos definindo as bases da linha de atuação do grupo, os objetivos e parâmetros de como vai ser esse mecanismo de avaliação e controle”, explica o extensionista rural da Emater/RS – Ascar, Luís P. Vieira Ramos.

Paralelo a isso, está em andamento a formação de uma OPAC na região dos Sinos, na qual fazem parte representantes de produtores da capital, além de técnicos, consumidores e entidades afins.

“Estamos avançando em cada encontro, definindo mais claramente os critérios de regulamentação da produção orgânica que deverão ser cumpridos na nossa região,” avalia a produtora rural do Lami, Silvana Bohrer.

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Pioneirismo

Março é a época da colheita do Kiwi, uma fruta de sabor exótico, rica em nutrientes e vitamina C, mas pouco cultivada nos pomares da capital. Entretanto o produtor Gilberto Silveira apostou na produção econômica do fruto e decidiu investir na ampliação do seu cultivo.

Apaixonado por Kiwi, Gilberto possui em sua propriedade em Belém Velho, um parreiral antigo de 12 anos de idade, com oito pés do fruto, que produz em média 25 kg por pé. “Esse ano, devido ao excesso de chuvas, a produção diminuiu um pouco”.

Expansão – Há dois anos, a produção foi ampliada com o plantio de 500 pés da variedade Bruno. Como o Kiwi gosta de clima frio, o produtor optou por essa espécie que precisa de apenas 200 horas de frio para produzir bem. O investimento também incluiu sistema de irrigação por gotejamento, com mangueiras aéreas, postes de eucalipto tratados, arame especial para cultivo aéreo e reservatórios de água. Todas as etapas do processo são  supervisionadas por um técnico especializado. “Esse grande investimento eu recupero no primeiro ano de colheita”, explicou.  A produção inicia após o quarto ano do plantio. Assim daqui a dois anos, Gilberto espera colher cerca de 10 toneladas de Kiwi.

Motivação – O produtor apostou nessa fruta devido a sua maior durabilidade e fácil manejo. “As outras frutas são frágeis, possuem tempo curto entre a produção e a venda. Já o Kiwi, após ser colhido, pode ser conservado por seis meses sob refrigeração e, se permanecer em câmara fria, vou ter produto para vendas até a próxima colheita.” Além disso, esse fruto não tem predador e assim não precisa usar inseticidas ou produtos químicos.

Diversidade produtiva – Mas a propriedade não produz apenas Kiwi. Em três hectares de área, há também inúmeras frutíferas. Entre os pés de caquis e goiabas, há 600 pés de laranjas, 280 pés de uva francesa branca e preta e recentemente ergueu mais um parreiral com 100 pés de uva rosa. O sítio que seria apenas para lazer, acabou se tornando uma grande atividade econômica para a família.

Comercialização – As frutas são comercializadas nos pontos de venda da Praça da Alfândega, no Largo Glênio Peres, em alguns mini-mercados e nos domingos é possível encontrar a família na feira do produtor do Brique da Redenção, onde o consumidor tem a oportunidade de degustar e adquirir Kiwi direto do produtor. “Não tem quem não goste”.

Gilberto faz parte do Conselho Fiscal do Sindicato Rural de Porto Alegre e afirma que ao se associar o sindicato lhe ajudou muito. “Abriu esse leque de opções para mim e deu apoio e orientação ao desenvolvimento produtivo do sítio”.

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Diversidade, vida com qualidade, integração e organização

Agricultoras, indígenas, pescadoras e quilombolas estiveram reunidas num grande encontro realizado na sede da Colônia de Pescadores Z-5, na Ilha da Pintada, no dia 2 de dezembro. O evento foi realizado pela Emater/RS – Ascar, com o patrocínio da CEEE e apoio da SMIC/DFA – Divisão de Fomento Agropecuário, CAD – Centro Agrícola Demonstrativo, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Colônia de Pescadores Z-5.

“Estou feliz por termos conseguido reunir a diversidade das mulheres rurais de Porto Alegre para um encontro de integração e trocas de experiência”, afirmou a extensionista da Emater, Warna Fruhauf.

As atividades iniciaram com um passeio de barco pelas ilhas do Delta do Jacuí, com o objetivo de conhecer a realidade da mulher pescadora. Para a felicidade da maioria das mulheres que, pela primeira vez, tiveram essa oportunidade. Durante o dia também aconteceram apresentações culturais, exposição de artesanatos, debates, palestras e muitas informações.

Entre os palestrantes estava o filósofo, teólogo e psicólogo, Jorge Trevisol, com o tema Vida: aventura a ser vivida por todos, que emocionou e encantou a todos pela visão esclarecedora com que falou sobre detalhes da vida cotidiana, a forma com que as pessoas se relacionam com os outros e consigo mesmas, tocando nos sentimentos mais profundos de cada um.

Nos trabalhos em grupos foram discutidas ações necessárias para as mulheres rurais se organizarem melhor. Entre as diretrizes, foram destacados os cursos de capacitação e geração de renda e a busca de parcerias na área da saúde da mulher. Já que todas gostaram muito do encontro, uma nova edição deverá ser realizada no próximo ano.

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.Reportagem e fotos de Simone Moro

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Doces em calda, geléias, doces cristalizados, doce de casca de melancia, de mamão verde, de abóbora com manjericão, bala de batata doce, bala de casca de banana, sucos, entre tantos outros doces, foram elaboradas no Curso de Processamento de Frutas e Hortaliças do SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, por produtores de Porto Alegre em três dias intensos de muita prática e aprendizado de técnicas.

O curso, organizado pelo Sindicato Rural de Porto Alegre, aconteceu nos dias 26, 27 e 28 de novembro no sítio dos produtores Gilberto e Ivone Silveira, em Belém Velho.

A instrutora do Senar, especialista em tecnologia dos alimentos, Joelma Rodrigues, explica que a ênfase do curso é dar condições para que as pessoas conheçam as técnicas de produção e conservação dos alimentos. “A partir da técnica, eles têm condições de fazer qualquer receita de doce”.

Os participantes levaram frutas e hortaliças de seus pomares e hortas para se aprimorarem na elaboração de doces e agregar valor na sua produção. Isabel Pacheco, que possui propriedade no Lami e faz parte dos Caminhos Rurais, disse que o aprendizado vai incrementar as vendas nas visitações da granja. “Gostei muito, pois se aprende bem a técnica”.

Matéria de Simone Moro, publicada no Jornal Porto Rural.

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Inicia a colheita do pêssego em Porto Alegre

A abertura oficial da colheita do pêssego na capital aconteceu no dia 4, na propriedade do produtor Renato Titão Lago, no bairro Lageado, com a colheita simbólica do prefeito José Fogaça e autoridades. O evento, que antecede a 25ª Festa do Pêsssego, mostra previamente como será a qualidade, a produção e a comercialização das frutas nesta safra. A expectativa dos produtores é de que a safra atinja cerca de 1,5 mil toneladas em 2009 e estimam vender cerca de 200 toneladas da frutas durante a Festa do Pêssego.

Lago – De acordo com o extensionista rural da Emater, Luís Vieira Ramos, a propriedade da família Lago foi escolhida este ano para sediar a abertura da colheita por ser uma família de produtores tradicionais da região na produção e comercialização, há mais de 70 anos, de frutas diversificadas como, goiaba, pêra, figo, nêspera, noz macadâmia, pitaia, atemóia, pêssego, laranjas, entre outras, além dos hortigranjeiros. “É muito bom para nós, pois incentiva o produtor da zona sul”, disse Renato Lago que segue a profissão do pai desde criança.

Incentivo – Em seu pronunciamento, Fogaça destacou ações de fomento ao setor, como a distribuição de mudas aos produtores, o apoio técnico com a parceria da Emater/RS e a criação de meios de comercialização das frutas. “Mais que uma economia, é um modo de vida. Porto Alegre é pioneira, aqui a fruticultura tem raízes históricas, é uma cultura de anos e o dever da prefeitura é preservar, estimular e qualificar esse setor ao máximo”, disse o prefeito.

O evento também contou com a presença do secretário da Smic, Idenir Cecchin, o Presidente do Sindicato Rural de Porto Alegre, Cleber Vieira, vereadores, o presidente da Emater, Mário Augusto Ribas, vice-presidente da Farsul, empreendedores da Associação Porto Alegre Rural, produtores e a comunidade

25ª Festa do Pêssego

Abertura: dia 7, sábado e segue nos dias 8, 14 e 15, 21 e 22/nov/2009

Local: Centro de Eventos Rurais da Vila Nova (João Salomoni, 2.637).

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Fotos e reportagem de Simone Moro – simoneprisma@gmail.com

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