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Archive for the ‘Azenha’ Category

Atualmente, muitas mulheres estão adiando o desejo de serem mães, preferindo antes investir nos estudos, na carreira profissional, ter situação financeira mais sólida, querem aproveitar para viajar, enfim, os motivos são muitos. Umas engravidam depois dos 30 anos, já outras vão mais longe, realizam o sonho da maternidade depois dos 40, quando não esperavam mais ter filhos.

Depois dos 40 – Aos 45 anos de idade, a funcionária pública estadual, Isabel Pacheco, se deparou com uma grande surpresa do destino. Pensando que estava sentido os sintomas da menopausa, fez exames médicos e descobriu que estava grávida. “Para mim foi uma surpresa, ainda mais quando descobri que eram gêmeas”.

Mãe em dose dupla, sua vida mudou completamente.  Isabel lembra que nos primeiros meses foi difícil, pois somente o casal não dava conta, precisava constantemente da ajuda da avó. “Para mim, ser mãe é maravilhoso. Os nossos valores mudam e acabamos reordenando a nossa vida com a inclusão delas nas nossas atividades.”

Carreira  – Com relação a sua carreira profissional, teve que diminuir o ritmo. Nutricionista, funcionária pública e ainda empreendedora na área de turismo rural ao lado do marido no seu sítio, optou por reduzir as atividades para ficar mais tempo com as crianças.  Hoje as meninas estão com quatro anos de idade e aos poucos vai retomando as suas funções.

Para Isabel, o conhecimento e a experiência que a mãe tem com a maturidade, trazem outra visão sobre a vida que consequentemente vai influenciar na educação dos filhos. “Tenho mais paciência e compreensão para lidar com as minhas filhas”. Isabel ainda ressalta que o importante é os filhos terem uma boa base familiar. “Isso é fundamental para a formação deles”.

Disposição- Quem pensa que a tendência de uma mãe depois dos 30 é ter pouca energia ou disposição física, está enganado. A pediatra, Marilza Ferraz, que há 35 anos acompanha inúmeras crianças e mães, afirma que a vitalidade e a energia não depende da idade e sim da mente da mãe. Uma mulher na faixa dos 30 e 40 anos hoje em dia é uma mulher jovem e ativa e pode acompanhar os pequenos, basta estar disposta e ter boas condições de saúde.

Depois dos 30 – É assim que se sente a cabeleireira e manicure Amália Ribeiro, aos 55 anos de idade, sempre jovial e atualizada para acompanhar a filha caçula de 17 anos. Também concorda que ter filhos depois dos 30 é bem diferente do que quando se é mais nova. “A gente está mais madura, pensa melhor sobre as atitudes”. Depois de ter dois filhos, quando ainda era muito jovem, aos 17 e depois aos 19 anos, teve o seu terceiro filho aos 38 anos de idade. “Foi o melhor presente que tive na vida, pois estava passando por um momento difícil e ela veio para me dar força.” E ainda faz questão de salientar “Se eu pudesse voltar atrás, teria todos os meus filhos depois dos 30”.  Amália ainda ressalta que a maturidade refletiu na educação da sua filha que se tornou responsável e madura muito cedo. “Acho bom isso, nesse mundo de hoje, quanto mais maturidade melhor preparado se está para a vida”.

Desejo planejado – Marilza Ferraz, com sua larga experiência em pediatria, avalia que realmente há muita diferença em ser uma mãe com mais idade. “Elas são mais maduras, possuem um cuidado especial e são mais atentas. Além disso, há uma aceitação maior, pois o nascimento do bebê foi planejado.” Recentemente, uma cliente aos 43 anos de idade, chegou

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Escolinha Casa do Pequenino

Desde 1907, o Instituto Espírita Dias da Cruz vem cumprindo o seu papel de dedicação e amor ao próximo. Ajudando aqueles que estão em busca de conforto espiritual, carinho, atenção ou de um abrigo para dormir, um alimento para saciar a fome e até mesmo de um empurrãozinho para seguir a vida com mais esperança e entusiasmo.

Uma casa centenária, localizada no coração da Azenha, na esquina entre a movimentada av.Ipiranga e a av. Azenha. Milhares de pessoas passam pela frente, mas não sabem todo o trabalho que é realizado atrás dos altos portões que escondem mais de cem anos de história.

O atual presidente do Instituto, Wilson Uchoa Collares, que está na casa há nove anos, explica como é o funcionamento da instituição e como ela se mantém por tantas décadas, apesar das grandes dificuldades.

Escolinha infantil –  A Casa do Pequenino é uma escola de educação infantil que atende cerca de 160 crianças, desde os 4 meses até os 6 anos de idade. São crianças de famílias de baixa renda que ficam bem assistidas por uma equipe de profissionais, enquanto suas mães trabalham. Dispõe de área de recreação, recebem quatro refeições diárias, atividades pedagógicas educacionais e recreativas específicas para cada idade.

Albergue Dias da Cruz – Wilson conta com satisfação que o albergue, desde 1931, quando foi criado, nunca deixou de funcionar. Diariamente são atendidos a partir das 19h, 100 usuários, sendo 68 homens e 32 mulheres em áreas separadas. O instituto oferece para cada albergado, banho, jantar e café da manhã, e também serviços de assistência social e médico.

Doutrina espiritual – Na instituição acontecem palestras, passes, atendimento fraterno, cura à distância, evangelização da infância e da juventude, visitação a doentes, cursos sobre a doutrina espírita, estudo do evangelho e mediunidade, além da evangelização somente para as crianças da creche.

Departamento de Assistência e Promoção Social – Atende os albergados e as crianças da escolinha. Faz doação de roupas, calçados e mantimentos; organiza o “Balcão de Emprego”; realiza atendimento psicológico, médico e dentário através de voluntários. Organiza eventos para arrecadar recursos, como chás, almoços e jantares beneficentes, feira de variedades – novos e usados. Administra o posto de vendas de livros espíritas e o empréstimo de livros da biblioteca.

Departamento de Assuntos da Família – criado recentemente para incentivar e orientar cultos do evangelho no lar, com ações dirigidas ao círculo de pais e mães, gestantes e idosos.

Fontes de recursos e sustentação da casa – Segundo Wilson, as fontes de recursos são inúmeras, mas ainda insuficientes. “A nossa receita é muito variável”. A principal renda vem dos sócios – efetivos e colaboradores. Recebem muitas doações de alimentos. Possui convênios com a FASC, a SMED e com o Hospital Ernesto Dornelles, além de incentivos fiscais, pois é uma entidade filantrópica.

Outros recursos provêm de projetos sociais, da Rede Parceria Social, através de cursos de geração de renda; dos aluguéis de imóveis, a maioria proveniente de doações; do Programa Nota Solidária, onde as pessoas simplesmente podem contribuir com suas notas de compras. Além dos encartes distribuídos em jornais que são uma contribuição significativa. “Os leitores e assinantes realmente nos ajudam.”

São inúmeras as formas de poder ajudar o Instituto Espírita Dias da Cruz. “Toda a contribuição é bem vinda para a manutenção e a continuidade dos trabalhos realizado na casa”.

Horário de funcionamento da secretaria: 8:30h até 19:30h

Matéria publicada no Jornal Noticiero -edição de março/2010

Jornalista Simone Moro

Fone: 51- 32231938

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25/02/2009

000012Ao chegar no Lami, é possível ver que existe ainda um lugar com ares de cidade do interior em Porto Alegre.

Com aproximadamente um milhão de habitantes, é uma capital privilegiada com 70 km de margens banhadas pelo rio Guaíba. Mas apenas  no extremo sul da cidade, existe uma das poucas praias de águas limpas. Ela está a 40 quilômetros do centro, no balneário do Lami.
Assim em nossa viagem em direção ao bairro, os edifícios, a agitação, o stress do centro vão ficando para trás, e aos poucos a paisagem vai se transformando. Vemos morros ainda com matas preservadas, campos, fazendas, não mais edifícios, avistamos apenas casas, algumas muito antigas, outras com cavalos, bois, ovelhas ou galinhas.
Na estrada é comum ultrapassar carroças e bicicletas que são o transporte típico na localidade. Encontramos também um acampamento indígena mybia-guaraní, à beira da estrada onde vendem o seu artesanato de esculturas de animais em madeira, cestos de palha e colares de sementes. Local que serve de moradia e de passagem entre as diversas reservas indígenas que existem em Porto Alegre e arredores.
figeu2Chegar no Lami parece demorar, o tempo vai ficando lento para quem vai pela primeira vez, principalmente se for num ônibus urbano lotado. Mas a viagem compensa.
Você sabe que está chegando, pois a temperatura muda, fica mais baixa, mais agradável, a brisa fresca vinda do rio, o cheiro do verde da mata.
Com sorte, é possível ver alguma família de bugios atravessando a rua pelos fios da rede de luz, ou nas árvores procurando alimentos. Uma visão que faz parte do cotidiano dos moradores do lugar. É comum também ver crianças brincando na rua, senhoras fazendo suas caminhadas diárias, andar de bicicleta, passear pelo calçadão, descansar sob a sobra das árvores e apreciar então a praia.
“A sensação é que estou indo para o interior, volto ao passado como Porto Alegre era antigamente. Não imaginava um bairro assim!” disse Felipe, estudante de biologia da PUC-RS, ao ir pela primeira vez no Lami.
O Lami já foi tese de mestrado da Antropóloga Fernanda Rechenberg, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em março de 2007, após dois anos de pesquisas. A tese está disponível na biblioteca da UFRGS para quem quiser saber mais sobre o lugar e suas peculiaridades.
A Praia
Lami praia1A primeira praia de Porto Alegre a ser despoluída foi a do Lami. O processo começou em 1989, com a construção de uma grande estação de tratamento de esgoto e um novo projeto de urbanização. Então em 1992 a praia foi liberada para o banho. No verão, diariamente são feitas análises das águas em vários pontos para medir a balnealidade e é divulgado na imprensa se o local está ou não próprio para o banho.
No verão de temperaturas em torno dos 35° , aquelas águas calmas e rasas da enseada são um convite irresistível para se refrescar. A praia tem uma extensão de aproximadamente um quilômetro e meio e começa ao lado da Reserva Biológica do Lami.
Ao longo da caminhada pelo calçadão encontramos uma boa infraestrutura com vários bancos onde as pessoas costumam tomar chimarrão ao final da tarde, conversando, apreciando a paisagem, praças de brinquedos para as crianças, campo de futebol e vôlei onde sempre tem gurizada jogando bola, quiosques com churrasqueiras e mesas, banheiros, muitas árvores sob as quais as famílias fazem seu pic-nic ou churrasco, barcos de pesca ancorados, e uma série de bares e sorveterias ao longo da rua.
Ao final do calçadão encontramos a outra parte da praia de aproximadamente um quilômetro só de areia, onde a maioria dos turistas preferem ficar. Mas nos finais de semana de sol, é preciso chegar muito cedo para conseguir um bom lugar para passar o dia, pois toda a extensão da praia é ocupada.
Áreas de Preservação
O Lami também é conhecido por abranger um dos mais importantes ecossistemas preservados da região o qual se encontra na Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger (RBL). Atualmente é administrada pela prefeitura municipal, através da secretaria municipal do meio ambiente SMAM. Criada em 1975, tornou-se um refúgio natural de 180ha, abrigando muitas espécies da flora e da fauna de Porto Alegre, como o jacaré-de-papo-amarelo, lontra, a capivara, o bugio-ruivo, figueira, canela, corticeira e a ephedra, a planta quase em extinção que deu motivos para a criação da reserva para protegê-la. Cumpre um papel relevante na conservação e reprodução de espécies tão diversas, já que um terço da diversidade da flora do RS ocorre em Porto Alegre. Para poder conhecer as suas belezas naturais, é preciso agendar com antecedência, pois o acesso à Reserva é restrito. O contato é através do telefone (51)3258 1314. Assim como a RBL, existem outras reservas de proteção ambiental particulares.

Um pouco de história
mgranjaliaEm 1763, Viamão tornou-se a capital do Rio Grande do sul, antiga Província de São Pedro, época em que o centro de produção e comércio era voltado para essa região. Antes em 1750, umas sessenta famílias colonizadoras chegaram da Ilha dos Açores e se estabeleceram em Águas Claras em Viamão, fronteira limite com Lami. Assim foi que uma das famílias açorianas chegou no Lami, depois de ter desistido de ficar em Águas Claras. Depois foram vendendo as terras. Uma boa parte foi para a família Bernardes que até hoje, os seus descendentes residem na região.
Há pouco mais de 50 anos atrás o Lami ainda contava com um porto situado no arroio Manecão com trapiche e trilhas para carregar a farinha de mandioca produzida nas tafonas. Ainda há resquícios de tafonas antigas na região.
Então até 1991, quando o Lami foi decretado como bairro oficialmente, sempre foi um lugar meio esquecido, difícil acesso por estradas de chão, e trilhas abertas no meio da mata para poder chegar até a praia, onde só os aventureiros e amantes da pesca e da natureza ousavam ir, mesmo com dificuldades. Nessa época as poucas famílias que habitavam o lugar, viviam da produção das olarias, do comércio de telhas e tijolos, da pesca, da produção de arroz, da pecuária.
Hoje em dia, com mais de 25 mil habitantes, a economia do bairro gira em torno do pequeno comércio, do turismo, da pesca artesanal, da agricultura familiar e principalmente pela especulação imobiliária, através de loteamentos populares clandestinos.
Turismo
agricultorHá várias opções de lazer e passeios a fazer na região, como visitas em sítios de produtores, caminhadas em trilhas com matas nativas, apreciação da culinária e artesanato local, cursos e estadias em ambientes agradáveis. Para mais informações sobre agendamentos, rotas turísticas, estadas e atividades, acesse o  site http://www.caminhosrurais.tur.com

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